14º For Rainbow anuncia Comissão de Seleção e nova data de realização

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O 14º For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero acaba de anunciar os integrantes da comissão de seleção de suas mostras competitivas. Também foi divulgada há pouco a nova data em que o festival ocorrerá. Será de 12 a 18 de dezembro deste ano. Por causa da pandemia de Covid-19, esta edição festival será totalmente virtual.

A comissão que escolherá quais filmes entrarão na competição será formada pela cineasta carioca Eunice Gutman; pelo diretor, ator, pesquisador e professor de teatro Andrei Bessa; e pelo jornalista, roteirista e diretor de cinema Émerson Maranhão.

As inscrições para o festival terminaram na madrugada desta sexta-feira (16/10). E os números impressionam. Ao todo, 1.479 filmes, originários de 98 países, foram inscritos para as competições do festival.

Destes, 1.381 são curtas-metragens e 98, longas. Entre os curtas, 1.057 são estrangeiros e 324 brasileiros. Já nos longas-metragens, 84 vêm de fora do País e 14 são nacionais.

De acordo com Verônica Guedes, diretora do For Rainbow, a grande quantidade de inscrições internacionais mostra a força que o festival conquistou além-fronteiras ao longo de suas 13 edições anteriores.

Os filmes selecionados concorrerão em quatro categorias: Média ou Curta-Metragem Brasileiro, Longa-Metragem Brasileiro, Média ou Curta-Metragem Internacional e Longa-Metragem Internacional.  

Cada uma delas, premiará com o troféu Elke Maravilha o Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Arte, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora.

Os filmes selecionados concorrerão em três categorias: Média ou Curta-Metragem Brasileiro, Média ou Curta-Metragem Internacional e Longa-Metragem.  

Cada uma delas premiará com o troféu Elke Maravilha o Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Arte, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora.

Além destas categorias, será entregue o prêmio João Neri, que é um reconhecimento dado a produções que abordam essencialmente a militância LGBT e o reflexo dessa atuação na vida das pessoas.

Saiba mais sobre os integrantes da comissão de seleção:

Eunice Gutmab começou na Bélgica, no curso de cinema do Instituto Nacional Superior de Artes, Espetáculos e Técnicas de Difusão (Insas) de Bruxelas, onde ser formou com a menção “distinction”. De volta ao Brasil, montou comerciais para TV, filmes para o cinema e realizou filmes de sua autoria.

Em sua maioria premiados, destacam-se “A Rocinha tem Histórias” – Melhor Direção e Fotografia I Rio Cine Festival 1985, Melhor Direção Festival de Brasília 1985 e Gramado 1987, Margarida de Prata CNBB 1986; “Amores de Rua” – Menção Honrosa The New York Festivals 1993, Melhor Vídeo Jornada da Bahia 1994; “Nos Caminhos do Lixo” – Prêmio Margarida de Prata CNBB 2009; “Tempo de Ensaio”, Prêmio de melhor atriz (Regina Gutman) no Rio Cine Festival .

Eunice Gutman foi presidente da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD/RJ) entre 1985 e 1987, além de sócia-fundadora da Associação Brasileira de Cineastas (Abraci). Seu longa-metragem “Luzes, memória, mulheres, ação”, encontra-se em produção.

Andrei Bessa é Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Ceará. Graduado no Curso Superior de Tecnologia em Artes Cênicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).  Coordenador do Laboratório de Pesquisa Teatral da escola Porto Iracema das Artes.

Entre 2015 e 2017 foi professor substituto do curso de Licenciatura em Teatro do IFCE. Propositor do “Habitat de Atores – núcleo para a tua ação” (2014) e do “Dramaturgir – Ação de estudos e práticas em dramaturgia” (2016), núcleos de investigações cênicas realizados pela Inquieta Cia de Teatros.

Sua produção artística abriga diversas linguagens, com maior ênfase no teatro como diretor, dramaturgo e ator. Possui experimentos em audiovisual, performance, dança, fotografia e literatura. Integra três grupos que são a base para seus principais trabalhos artísticos: Coletivo Cambada, Projeto Achados & Perdidos e Inquieta Cia. de Teatros.

Émerson Maranhão é jornalista, roteirista e diretor de cinema. Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Alagoas, tem formação em Realização Audiovisual pelo Instituto Dragão do Mar (CE) e em Narrativas Transmidiáticas, pela Baltic Film, Media, Arts and Communication School, da Universidade de Tallinn (Estônia).

Já desempenhou diversas funções na carreira jornalística e tem no currículo alguns dos prêmios mais importantes da imprensa brasileira. Durante 15 anos escreveu e editou a “Cena G”, coluna voltada para o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans), publicada semanalmente no jornal O Povo, em Fortaleza (CE).

É autor do livro “Cinema Falado” (Ed. Dummar), que reúne entrevistas exclusivas com 12 cineastas cearenses, como Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”), Allan Deberton (“Pacarrete”), Halder Gomes (“Cine Holiúdy”) e Guto Parente (“Inferninho”), entre outros.

No audiovisual, integrou comissões de seleção de roteiros para cinema e TV e de mostras competitivas de festivais, coordenou o Prêmio Ceará de Cinema e Vídeo e participou de júris de festivais de cinema, além de trabalhar na produção de curtas e médias-metragens e de ter dirigido e roteirizado mais de 100 webdocs e webséries.

É roteirista e diretor do documentário “Aqueles Dois” (2018), seu curta de estreia, que foi selecionado para mais de 40 festivais nacionais e internacionais, e coleciona 19 prêmios.

Seu roteiro do curta de ficção “Desnaturada” foi selecionado para o Laboratório de Projetos do 29º Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas-Metragens do Rio de Janeiro. E o projeto do longa documental “Transversais” foi selecionado para o Laboratório de Projetos do NordesteLAB 2020.

Atualmente é um dos artistas-pesquisadores do Laboratório de Cinema do Porto Iracema das Artes, onde desenvolve o projeto do longa-metragem de ficção “Vou beijar-te agora”; mantém um site, que leva seu nome, onde escreve sobre cinema, teledramaturgia, comportamento e cultura LGBTQ+; e é diretor de Entretenimento do canal a cabo TV Otimista.

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